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domingo, 19 de maio de 2013

Deixem em cada ponto Uma reticência – Julia Selena

         Quando eu morrer quero morrer
          Tocarão trombetas em respeito
          Nossas lutas focarão na saudade

         Minha vida enterrem na rua 9
         Meu coração comecem a matar
          Guarulhos, Rua Branquinha
          Meus pés joguem ao universo

          A arte perpetue até meus ossos e meus restos

           Cada exemplo

                       Contem a todos
                    em São Paulo
                    Mesmo em família
                     poros
                     pelo
                     unha
                     dente

             Deixem

              Deixem de  tempo
                                  copo
                                  zelo
                                  testemunha
                                  semente

          O meu espírito é de Deus

quinta-feira, 21 de março de 2013

Nada pior - Julia Selena



          Tentando acordar ainda,percebi o céu que deveria ser azul e a rua como sempre cheia de carros e barulhos estridentes...;nem fiz meu trabalho,nem fiz minha lição...
          Entrei na instituição que insistem em chamar de escola mas me pediram para esperar um pouco antes de ir para a sala de aula(estava atrasada),então sentei e esperei;e quando enfim cheguei na sala,nada mais podia fazer que sentar e estudar.
          Na hora do intervalo,não sei porque,foi o silêncio que me tomou e comecei a reunir tudo que eu tinha de insatisfação,cansaço e arrependimento escondido dentro de mim.
          Na hora da saída,preparei-me para enfrentar mais uma luta comigo mesma,pois sabia que aquele dia não seria diferente dos outros;carregar a carga de um começo de dia não muito bom,em dobro,como em todos os dias apenas comuns;esperando ter essa função o resto do dia.
          Na esquina,logo após ter pensado não poder existir nada pior,me deparo com uma imagem que eu guardaria pelo resto do dia mas vejo que guardo até hoje;paralisei e custei tirar os olhos da porta aberta da ambulância vermelha com sirenes ligadas,que esperava o corpo que eu não sei porque não via mas sabia com toda certeza que estava machucado.