sexta-feira, 25 de julho de 2014

O voluntario – Joice de Sousa

Um certo dia estávamos todos dentro da sala de aula ,quando aparece do nada o professor Edgar de sociologia entra na sala e começa a aula mas primeiro ele diz bom dia ?
E todos nos lhe respondemos bom dia professor então ele se senta na cadeira e faz a chamada mas logo em seguida começa a conversar conosco e nos faz outra pergunta:
-Como foi o final de semana?
E todos nós respondemos dizendo assim:
-Foi muito bom e o seu?
E ele diz: -Foi ótimo
E ele diz em seguida:
-Podemos começar a aula.
E ele apaga a lousa olhando para nós com um olhar desconfiado, mas pra ele não importa o que ele realmente quer é dar aula.
Então todos abrem o caderno de sociologia para o professor poder da aula.
Ele passa textos na lousa e todos nós começamos a copiar.
Todos nós estávamos Distraídos copiando a lição que na lousa estava
Quando de repente um objeto cortante a certa a cabeça do professor que por um leve descuido lhe acerta.
Logo em seguida fica ferida.
Já bravo o professor se vira e irritado faz uma pergunta:
-Quem foi?
A sala em silencio deixa o professor sem resposta.
E ele pergunta de novo:
-Quem foi?
Dessa fez silencio total na sala.
O professor diz:
-Vou ser obrigado a chamar a diretora.
De repente sai da sala, quando voltou estava acompanhado da diretora que também estava brava conosco.
E faz a mesma pregunta que o professor fez:
-Quem foi?
Então ele diz:
-Nesse caso vou ter que convocar seus pais.
E sai da sala
Mesmo com esse comentário ninguém se propôs a dizer uma palavra sequer sobre o assunto.
            Nesse dia ninguém se propôs a ser o voluntario.

Mas se um dia o voluntário for você, você teria coragem de assumir seu erro ou vai esperar que alguém seja o voluntário?

Visita do passado – Geovanna Soares

  
Nem o sol havia surgido pelo horizonte e lá estava eu. Tirando a coberta da cabeça e desejando poder dormir mais. Aquele sono tão bom que parecia surgir apenas nos últimos minutos da manhã ainda me embalava, e tudo o que eu queria era poder ignorar o som do despertador e voltar ao meu sonho com bruxas e dragões.
  Porém, aquela musica que para mim já havia se transformado em ruído não parava. Obrigando-me a sair da cama para pôr um fim àquela tortura.
Como todos os dias, em minha rotina matinal, peguei tudo aquilo de que precisava e desci as escadas com cautela, para não acordar mais ninguém da casa e fui tomar meu banho.
  Fiquei pensando, enquanto aquelas gotas tão quentes do chuveiro acertavam e deslizavam pelos meus cabelos o que em algumas horas estava para acontecer. Mais um dia monótono. As mesmas coisas. O mesmo lugar. Os mesmos professores. As mesmas discussões. E mesmo estando habituada a tudo aquilo apenas não passava de uma pessoa invisível, da qual os outros não davam atenção.
  Com um leve suspiro, fechei o registro e terminei de me arrumar. Atravessei a fumaça que saia do banheiro direto para a cozinha. Peguei o pão, a geleia e o suco. Montei meu café e comi em silêncio, conseguindo ouvir apenas o leve ronco dos que dormiam no andar de cima. Debrucei-me sobre a mesa, mastigando aquele pão que parecia estar mais triste do que eu. Há como seria bom poder ter um dia diferente! Bons pensamentos me ocorriam, pude sentir um leve sorriso se formar em meus lábios quando tentei imaginar como seria o meu dia perfeito.
  Tendo como motivação a ideia de quanto mais cedo fosse mais cedo voltaria, deixei o que havia sobrado de meu café na mesa, escovei os dentes rapidamente, joguei a mochila nas costas e me pus a caminhar pela rua. Não poderia me atrasar.
Mas, aparentemente havia chegado cedo. Pois os portões estavam fechados. O frio da manhã parecia ter aumentado, e logo desejei estar com um casaco mais quente. Encostei-me ao muro e fechei os olhos, lutando contra o sono e tentando me convencer de que as aulas que estavam por vir seriam diferentes de algum modo. Mal havia concluído estes pensamentos e senti alguém tocar meu ombro.
-Você está bem? – Perguntou a menina de olhar doce que se encontrava a minha frente. Tinha longos cabelos pretos e um olhar extremamente meigo. Sua pele tão branca parecia quase pálida. Dando mais contraste com seus lábios que tinham um vermelho intenso. – Você me parece um pouco triste e solitária. Quer companhia?
-Estou bem. – Respondi ainda um pouco assustada com a abordagem repentina.
-Você estuda aqui?
-Sim. – Respondi mal podendo acreditar que depois de tanto tempo o meu efeito invisível parecia ter passado. Porém, sua presença me passava um sentimento estranho, algo que nunca havia sentido antes.
-Interessante. Qual é o seu nome? – Perguntou a garota sorrindo.
-Lídia. E o seu?
  Não consegui ouvir sua resposta, pois neste momento o sinal tocou e ouvi o que parecia o barulho dos portões abrindo. Virei-me para verificar e quando voltei à menina de olhar meigo já não se encontrava mais lá.
  Tentei procurá-la, olhando em volta e entre os outros alunos que começavam a passar por mim. Tudo em vão. Não sabia seu nome, e com certeza não a veria novamente. Só me restava entrar para a escola e enfrentar aquele dia frio e sem graça.
  Já estava na hora da saída, depois de todas aquelas aulas que para meu alívio não haviam sido tão ruins para uma manhã de segunda-feira, lembrei-me de que precisava passar na secretária para acertar alguns documentos que estavam pendentes.
  O longo corredor que levava até a secretaria era repleto de todo o histórico da nossa escola, troféus e fotos de todas as turmas de anos e anos atrás.  Aquelas fotos sempre me passavam despercebidas, com todos vestidos com roupas de formandos azuis nunca parei para verificar sequer um dos rostos que compunham aqueles painéis. Porém, um quadro em particular acabou por chamar a minha atenção. Era o quadro da minha turma, da mesma sala dos anos de 1883. Parei para observar um pouco, rindo de alguns que tinham um rosto engraçado, até que me deparei com algo muito estranho.                      Estava lá, na sexta fileira, a sexta foto. Naquele pequeno espaço estava a menina. A menina de olhos meigos e cabelos negros. A mesma que havia falado comigo naquele dia. A menina, que neste ano, deveria estar com aproximadamente 131 anos. Senti um arrepio subir pela espinha, não conseguia sair do lugar. Era ela que hoje, tinha vindo me dizer oi.
  Ainda não tendo registrado como aquilo poderia ser possível, aos poucos, fui me apoiando na parede para poder me virar. Suspirando, quase não pude acreditar quando me deparei com o rosto da menina a menos de 10 cm do meu. Ela me olhava fixamente, os olhos que antes eram meigos, agora transpareciam raiva. Ela abriu a boca, gritando alguma coisa, mas de seus lábios não saia nenhum som. Fechei os olhos em desespero, gritando para que fosse embora, e enquanto gritava freneticamente senti alguém me chacoalhando pelos ombros.
-Ei! Porque você está gritando? Acalme-se garota! – Disse uma menina que eu reconheci como sendo da sala ao lado da minha.
  Olhei pelos lados, ignorando momentaneamente a pergunta e procurando a morta. Temporariamente feliz por não encontra-la, voltei minha atenção à menina que tinha um enorme ponto de interrogação na face.
-Eu estou bem... Só vi um bicho estranho e me assustei.
-Eu hein... Garota louca! – Murmurou a uma altura que eu pude ouvir.
Não querendo permanecer nem mais um minuto ali, saí praticamente correndo. E jurei a mim mesma que nunca mais voltaria aquele lugar novamente.


Bullying - Thais F. Santos

     Lívia era uma garota considerada “feia”, era baixa, gorda, fazendo com que sofresse bullying na escola, então sua mãe resolveu tomar a devida providencia, trocá-la de escola, passando-a para uma colégio particular.
     A garota era muito tímida e havia dificuldade para se relacionar com as pessoas na nova escola, ela começou-a se enturmar com Bruna uma menina que sentava ao lado de Lívia, que por sinal era muito simpática.
     Na hora do recreio Lívia tinha o costume de ficar sozinha e um desses dias quando o recreio havia acabado Bruna falou para sua colega.
     - No recreio nos podemos ficar juntas eu você e minha “turminha”
     No momento Lívia sentiu uma grande alegria pois aquela garota era a primeira pessoa a convidá-la a ficar junto com ela na hora do lanche.
     Então um dia após, Lívia toda ansiosa e empolgada para passar o recreio com Bruna foi á escola, e enfim tocou o sinal, ela só não imaginava que aquela “turminha” amigas da Bruna, eram pessoas que gostavam de zombar com as pessoas, havia uma garota que se chamava      Rafaela e adorava ficar fazendo brincadeiras de mau gosto.
     E claro que Lívia não iria ficar fora dessa, Rafaela ficava maltratando ela, e sua amiga Bruna não gostava daquelas atitudes, foi então que Bruna deixou Rafaela e colocou um fim naquela amizade e ficou do lado de Lívia.
     Alguns anos depois Rafaela acabou ficando sem amizades pelo seu jeito de ser.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cigarro de palha – Weslley Rudson

Eu era jovem
Ah como eu era respeitado
Eu falava e, às vezes, nem me davam ouvidos,
Isso era bom, pois hoje quando eu falo, já recebo xingamentos
Hoje gaguejo, escrevo mal
Levo cuspe na cara
Sou tratado como animal
Sou solitário, fico aqui fumando no meu canto
Meu querido cigarro de palha
O engraçado é que ele chegou comigo no meio da minha solidão
Ele não sabe o que passei
Tanta coisa que esse infeliz não sabe
Mas era melhor que agora, entende?
Eu conseguia rir com os outros
Tinha aquela coisa que os jovens chamam de amigo
Às veze eu imagino, se eu fosse um velho, sábio e rico
Poderia ser diferente
Mas não... não e´
Nunca vai ser
Ser velho, é receber olhos tortos até padecer...
Mas meu cigarro de palha, meu único companheiro, ele não soube de nada
Ele não soube das viagens alucinantes que tive quando não era ele que eu usava
Para dar umas tragadas
Maldito cigarro, maldita solidão, não tenho nem uma mulher para me consolar
Isso me faz lembrar, eu amei uma garota, chamada Maria
Um nome bem comum, como ela, foi um amor comum, um amor humano,
Teve começo, meio e fim!
Mas meu cigarro, não, ele não sabe, esse desgraçado
Obviamente ele não tem culpa.
É só um cigarro de palha
Talvez eu realmente não seja tão velho assim como eu digo

Sou apenas um jovem, provavelmente em perigo.

Perpetuação da preguiça – Bruna Brasil

Eu durmo.
Eu durmo... babo... e ronco.

É na felicidade completa do sono
Que me deleito em meus devaneios.
Sou livre e me realizo sonhando.
Nos braços de Morfeu esqueço meus receios.

O sono é para mim
Como a água é para o sedento
Fico tão feliz dormindo.
Sinto sono todo momento

O sono é para mim
Uma espécie de esporte.
Meu sono, às vezes, é tão profundo
Que é confundido com a morte.

Mas sou privada do sono,
Estas horas celestiais,
Por aqueles que me interrompem:
“Levanta, já dormiu demais”!

Tudo o que eu quero na vida
É dormir, só isso, mais nada!
Ainda hei de realizar meu sonho:
Dormir e para isso ser paga!


Eu durmo... e então acordo!

Guerra da matemática – Bruna Brasil

Subtrair para não ser subtraído
Aprendi a somar para sobreviver
Tive que dividir para conquistar
Multiplicar para vencer

Aniquilei os números primos
Não há mais MMC
Depois elevei minha força
Extraí das raízes mais poder

Derrubei os triângulos da hipotenusa
E o último lado eu não descobri
E os quadrados... dos catetos...
A fórmula eu já esqueci

Malditos sejam os matemáticos
E seus teoremas infernais
Prevendo elipses, medindo pirâmides
Enlouquecendo colegiais

Na guerra do matemático
Não há nenhum sobrevivente
Meus inimigos são os números
E o medo é o meu expoente

Pois na guerra da matemática
Nunca há um vencedor
O amanhã é uma incógnita

E a função dessa guerra é a dor.

Alegria sepultada – Mayara dos Santos Costa

Em seu rosto lívido
Luzidia seu sorriso,
Que como o sol do amanhecer,
Apenas seu sorriso
Iluminava meu entardecer.

Em seu rosto lívido
Brilhavam duas estrelas peraltas
Tingidas com o arrebol do alvorecer,
Que brincavam nas nuvens mais altas
Quando começou a chover.

A chuva enegreceu seu vergel
E o mais perturbador trenó
Ela trouxe do céu
Furtando seu sorriso pueril
E sombreando seu pobre olhar juvenil.

Em meio ao nevoeiro
Surgiu seu algoz,
Um anjo negro
De olhar atroz
Que encetando sua agonia
Empurrou no abismo
Seu corpo sem alegria

Sua cama etérea
Cheia de flores
De todas as cores,
Guardo em repouso
Um corpo sem vida,
Uma alma ferida
Que leva consigo
Os sonhos e as lembranças
De uma doce, inocente criança!


Teu coração – Júlia Marchant Monzani

Os minutos são horas
Horas são dias
Dias são anos
Anos são décadas
Percebi que sem você
O tempo não passa

Eu poderia fugir
Fugir para um lugar distante
Onde o tempo não passa
Um lugar onde exista só nós dois
Para dizer o que sinto
E vivemos intensamente juntos
Você ficou com meu coração

Você não tomou cuidado
Pois ele está quebrado
Foi como perder algo
Foi terrivelmente horrível
E chances tentei, você não quis me dar

Você estava lá parado
Fiquei perplexa, sem saber o que falar
Sem saber o que falar e explicar
Fui falar com você
Mas bola você nem me deu
Mas continuei para cima sem desistir

Por quê?
Ele disse:
Já lhe dei chances
Respondi:
Eu levei culpa:
Por favor.

Ela me deixou, saiu e não voltou
Não respondeu mais
Nós éramos melhores amigos, inseparáveis
Éramos... Por uma briga boba
Sem sentido
Você levou os pedacinhos do meu coração
Você não deu a mínima

A distância permanece
O amor agora é platônico
A dor é constante
Quero sofrer
Sofrer de amor
Sofrer de dor

Sei que a distância iria me aborrecer
Mas também sei que um dia
Vou esquecer
E tudo irá se acertar
E como nos filmes

Tudo irá passar

Noite negra – Milena Gomes da Silva

 Estou sozinha na escuridão
Caindo no abismo na paixão
Parece que sou a única a amar
Parece que ninguém percebe
Que estou assim

As pessoas me perguntam
Qual o motivo da vida me esquecer
Eu simplesmente respondo
Que a vida não me esqueceu
Ela só não me quer mais

A noite negra me consome
Pois a lua já não tem mis brilho pra mim
O mundo me deixou e parece que é para sempre
Não sei o que fazer

Os meus pensamentos obscuros me consomem
E não posso fazer nada
Para expulsá-los da minha cabeça
Pois a única coisa que consigo fazer
É não existir mais

Para tudo isso mudar
É só você me prometer
Que jamais vai me deixar sozinha na escuridão

Da noite negra